A Gripe Espanhola em Manaus
Postado 02/10/2025 15H46
A Gripe Espanhola em Manaus
A gripe espanhola chegou a Manaus em setembro de 1918, provavelmente trazida por marinheiros da Armada Brasileira vindos do Senegal. A doença afetou duramente a população, causando a morte de cerca de 6 mil pessoas, equivalente a quase 10% da população local da época, em meio a uma grave crise econômica da região. As autoridades adotaram medidas como fechamento de escolas, suspensão de eventos e aglomerações, e bloqueio portuário e fluvial, mas esses esforços não foram suficientes para conter a expansão da doença. A epidemia causou caos na cidade, com hospitais superlotados, falta de ambulâncias, enterros em valas comuns e o uso de caminhões para recolher corpos, em situação comparável a um cenário de guerra. O bairro da Cachoeirinha foi um dos mais afetados, chegando a ficar praticamente despovoado devido aos altos índices de mortalidade. A pandemia só começou a se extinguir a partir de janeiro de 1919, deixando um rastro de grande número de mortos e uma população debilitada. A imprensa local teve papel importante na divulgação de informações sobre a doença e medidas profiláticas, e o próprio governador da época, Pedro Alcântara Bacelar, médico de formação, participou do atendimento aos doentes. Durante a pandemia, espaços como o Teatro Amazonas foram transformados em hospitais improvisados para atender os infectados.
Durante a pandemia da gripe espanhola em Manaus, em 1918, foram aplicadas várias medidas sanitárias para tentar conter a propagação da doença. As principais ações incluíram o fechamento de escolas, clubes e locais públicos, além da suspensão de diversões, reuniões e eventos que envolvessem aglomeração de pessoas. Decretou-se também o bloqueio dos portos e vias fluviais para impedir a entrada e saída de pessoas que pudessem disseminar o vírus.Além disso, a imprensa teve papel importante ao informar a população sobre os perigos da doença e divulgar orientações para prevenção, incluindo cuidados profiláticos e receitas médicas recomendadas pelos especialistas. O governo disponibilizou postos de atendimento e hospitais temporários, sendo o Teatro Amazonas convertido em hospital improvisado para cuidar dos infectados. As medidas ainda incluíram a proibição de práticas comuns na época que facilitavam a transmissão, como cuspir nas ruas. Apesar de todos os esforços, a doença se espalhou rapidamente, causando grande número de mortes e sobrecarregando os serviços de saúde pública, com enterramentos em valas comuns e mobilização de forças militares e voluntários para o recolhimento dos corpos.A solidariedade da população, principalmente dos profissionais de saúde e voluntários, foi fundamental no combate à epidemia em meio a essas medidas sanitárias adotadas pela cidade.
A gripe espanhola causou mais de 6 mil mortes em Manaus, o que representava quase 10% da população da cidade na época. Para o Amazonas como um todo, um estudo aponta que a doença matou mais de 8 mil pessoas. Em Manaus especificamente, a quantidade estimada fica acima de 6 mil mortos devido à epidemia, enquanto outras fontes mencionam mais de 900 mortes, mas o consenso mais consistente é o número de cerca de 6 mil óbitos na capital amazonense causada pela gripe espanhola em 1918.
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